O Arizona é o sexto maior estado dos EUA em área, com cerca de 300 mil km², pouco mais de três vezes Portugal, mas em população cai para o 14º lugar. Não tem acesso ao mar, e faz fronteira com o Colorado, New Mexico e Utah, sendo que estes quatro se encontram num ponto chamado Four Corners. Também faz fronteira com o Nevada e a California, mas juntamente com este ultimo, o New México e com o Texas, é um dos quatro estados que faz fronteira com o México. A capital e cidade mais populosa é Phoenix.
A geografia divide o estado em dois mundos muito diferentes. Todo o norte e parte do leste estão maioritariamente acima dos 1.500 metros, cobertos de florestas de pinheiro e abeto, montanhas e desfiladeiros profundos, com verões moderados e invernos com muita neve. O sudoeste, onde fica Phoenix, fica abaixo dos 800 metros e tem um clima de deserto clássico: verões extremamente quentes e invernos amenos. Isto faz com que o Arizona tenha simultaneamente a zona metropolitana mais quente dos EUA, com o maior número de dias acima dos 38°C, e a zona metropolitana dos lower 48 com o maior número de dias abaixo de 0°C, que é Flagstaff. Quando estivemos no norte em novembro, apanhámos máximas de 5°C e noites sempre abaixo dos -5°C. Quando passámos por Phoenix em dezembro, estavam 27°C.
O Arizona tem também uma presença indígena muito marcada. Cerca de 27% do território do estado são reservas, das quais a maior é a Navajo Nation, que é simultaneamente a maior reserva dos EUA, maior do que dez estados americanos. O Monument Valley, que visitámos, fica dentro desta reserva. Curiosamente, o Arizona foi também o último estado a entrar na federação americana. O estado é conhecido pelos catos Saguaro, e é ilegal cortar um, mesmo que esteja no teu terreno.
Acabámos por entrar no Arizona cinco vezes e andámos um pouco aos ziguezagues. A primeira foi durante a visita à Hoover Dam, na fronteira com o Nevada, sobre a qual falamos no guia desse estado. A segunda foi só de passagem para entrar no Utah. A terceira foi porque a estrada para o New Mexico passava pelo Arizona, e só fomos para lá porque havia previsão de chuva na zona do Monument Valley, e não queríamos conduzir em estradas de terra enlameadas. A quarta entrada, essa sim a visita a sério, foi no dia seguinte. Fomos em direção a oeste para o Grand Canyon, mas no caminho visitámos o Petrified Forest National Park e uma cratera de impacto de meteorito. Depois do Grand Canyon seguimos para Page e a Horseshoe Bend, voltámos para o leste para o Monument Valley e demos mais um salto ao Utah, já que parte do Monument Valley também fica nesse estado. Depois fomos de novo a oeste para Flagstaff, Sedona e fizemos a Route 66 em direção à Califórnia. A quinta entrada foi já no regresso a NYC/Toronto, com uma visita ao Saguaro National Park na zona de Tucson.
Nenhuma dos sítios que visitámos desiludiu. O Grand Canyon é uma das maravilhas naturais do mundo e não há forma de o fotografar que lhe faça verdadeira justiça, e o Monument Valley foi uma das paragens mais icónicas de toda a viagem. A Horseshoe Bend, a Petrified Forest, a cratera de meteorito e Sedona completaram uma diversidade geológica impressionante. A Route 66 pareceu-nos sobrevalorizada, mas não íamos deixar de a fazer já que ficava no caminho. Fizemos alguns quilómetros do lado leste que não achámos interessantes, mas nos 600 km que fizemos no oeste a paisagem era mais interessante, e Seligman e Oatman foram paragens obrigatórias.
- Northwest and Redwoods —
- Grand Canyon National Park
- Monument Valley
- Page
- Petrified Forest National Park
- Meteor Crater
- Sedona
- Route 66
- Outras localizações
Se estiveres na zona de Page, o mais provável é que vás visitar a Horseshoe Bend e o Antelope Canyon, mas já ouviste falar da Shell Cave?
Conhecida como Biidi the Arch, é uma reentrância na rocha que, com o ângulo certo, parece uma caverna, e faz lembrar o Great Chamber no Utah. Não é nada de extraordinário, mas tem ganho muita fama nas redes sociais porque dá umas fotos interessantes e é muito fácil de visitar.
Fica localizada atrás do Big Lake Trading Post, numa bomba de combustível da Shell (1501 Coppermine Road). Estaciona no parque de terra batida e não nas bombas, a menos que tencionas consumir. Depois segue a pequena estrada de terra batida nas traseiras da lavagem de barcos, e o mais provável é que vejas pegadas na areia, e do estacionamento já consegues ver o topo do arco.
Quando chegares vais encontrar imensa areia no chão e texturas nas paredes. Podes fotografar de várias formas, mas a nossa recomendação é encostares a câmara à parede do fundo, com uma lente ultra-wide (nós usámos 10mm em APS-C). Tirámos várias fotos a saltar e a posar. Se só tiveres telemóvel, a recomendação mantém-se: usa o 0.5x ou 0.6x dependendo do modelo.
Visitámos por volta das 11h no final de novembro, com sol e poucas nuvens. Se o dia estiver limpo, visita de manhã cedo ou ao final do dia para evitares o sol a entrar diretamente, a menos que o objetivo seja uma silhueta. Num dia nublado, a hora não interfere tanto, já que as nuvens funcionam como difusor.
Quando chegámos não havia ninguém, mas encheu rapidamente. Vai cedo se quiseres ter o sítio só para ti. Podes fazer como nós e tirar várias fotos de forma a eliminar as pessoas que aparecem no frame. Funciona bem se a luz não mudar muito.
Por favor não deixes lixo nem escrevas nas paredes. Se precisares, a bomba da Shell tem WC.


