Foi criado em 1885, sendo o parque nacional mais antigo do Canadá. Está inserido nas Rocky Mountains, uma cordilheira que se estende por mais de 4,800 km, desde o norte do Canadá até ao New Mexico nos EUA, e faz parte do conjunto “Canadian Rocky Mountain Parks”, classificado como Património Mundial pela UNESCO. Com cerca de 6.600 km², uma área equivalente ao distrito de Santarém, concentra algumas das paisagens mais icónicas do país: lagos glaciares de tons turquesa intensos, picos acima dos 3.000 metros, glaciares ativos, florestas boreais e muita vida selvagem. Existe muita comparação com os Alpes Europeus, mas não discutindo qual é a zona mais bonita, costuma dizer-se “You could hide the Alps on the Rockies and it would take people a while to notice“.
É também um dos parques mais visitados do Canadá e um dos mais fotografados do mundo. A infraestrutura é excelente, com estradas panorâmicas, trilhos bem mantidos, serviços bem organizados e até transportes públicos decentes. No entanto, essa popularidade tem um custo: durante o verão torna-se bastante movimentado, e mesmo fora do pico absoluto é raro encontrar zonas completamente vazias nos locais mais famosos.
Visitámos o parque ao longo de 12 dias, em agosto e setembro, integrando-o numa rota que incluiu também Yoho, Kootenay, Canmore e uma visita até Jasper. Dormimos sempre dentro do parque (ou perto), no carro, o que nos permitiu flexibilidade total para aproveitar melhor a luz e fugir parcialmente às multidões.
Apesar da pressão turística, a dimensão do parque é tal que continua a ser possível encontrar áreas mais tranquilas e paisagens verdadeiramente prístinas, especialmente fora dos pontos mais mediáticos. As caminhadas, os lagos, as montanhas e até as pequenas vilas tornaram esta uma das regiões mais bonitas que explorámos no Canadá.
Dois ou três dias permitem ver os locais mais famosos, mas estão longe de ser suficientes para compreender a verdadeira escala do parque, por isso recomendamos no mínimo uma semana. Visitar de junho a setembro implica ter a maioria dos trilhos abertos, lagos descongelados, mas muita gente. Em outubro tens menos multidões, mas existe o risco de neve e de estradas fechadas. No inverno tens uma paisagem diferente, mas menos acessos rodoviários.
Tal como em todos os parques nacionais do Canadá, a entrada no Banff National Park é paga. Podes optar por um passe diário ou por um passe anual válido para todos os parques geridos pela Parks Canada, que foi a opção que escolhemos. Por norma, os passes são para um carro com até 7 pessoas, por isso, se estiveres com mais alguém, compensa comprar este em vez de passes individuais.
De 16 de junho a 7 de setembro de 2026 está disponível o Canada Strong Pass, que permite acesso gratuito aos parques nacionais durante esse período. Se visitares o parque nessas datas, não precisas de comprar bilhete de entrada. No entanto, continuam a aplicar-se custos adicionais, como reservas obrigatórias, parques de estacionamento específicos, campismo ou outras atividades concessionadas. 2025 foi o primeiro ano em que este passe esteve disponível, e não é garantido que se mantenha nos anos seguintes. Se estiveres a ler este artigo depois de 2026, recomendamos que confirmes no site oficial da Parks Canada se o programa continua em vigor.
A cidade mais próxima com aeroporto internacional é Calgary, que será provavelmente o teu ponto de entrada, se chegares de avião. A partir daí, tens várias opções, como autocarros regulares (por exemplo, o FlixBus) até à vila de Banff ou transfers privados. A vila de Banff funciona como base principal, com ligações frequentes para locais como Lake Louise e Canmore, através de operadores públicos e privados.
Se estiveres numa road trip (ou se alugares carro), o acesso é simples através da TCH, que atravessa o parque de leste a oeste. Ter um veículo próprio dá-te flexibilidade de horários, acesso a trilhos menos servidos por transporte público e a possibilidade de chegar cedo aos locais mais concorridos.
Se tiveres tempo, recomendamos um desvio pelas highways 541 e 40, que atravessam a região de Kananaskis Country — é menos mediática do que Banff, mas igualmente impressionante e parte integrante das Rocky Mountains.
Praticamente todos os trilhos e pontos de interesse no Banff National Park têm estacionamento gratuito, mas deves ter sempre o passe/bilhete visível no para-brisas. Dentro das vilas, como Banff ou Lake Louise, o estacionamento é pago em horário laboral durante a semana, embora existam algumas zonas gratuitas. Os dois locais que deves planear com mais atenção são o Moraine Lake e o Lake Louise.
O acesso ao Moraine Lake está fechado a veículos privados, exceto para hóspedes com reserva no hotel junto ao lago, ou se fores a pé ou de bicicleta.
Já no Lake Louise ainda é possível estacionar no Lake Louise Lakeshore, mas o custo é elevado: cerca de $42 CAD por dia, por veículo (normalmente entre maio e outubro; as datas exatas variam todos os anos). O estacionamento é gratuito entre as 19h e as 3h da manhã.
Parks Canada Shuttle
Para evitar o custo dos estacionamentos, e para aceder ao Moraine Lake, podes reservar o shuttle oficial da Parks Canada. Para isso deves estacionar gratuitamente no Park & Ride (Lake Louise Ski Resort), de onde partem os autocarros, mas existe uma excepção: o shuttle Alpine Start parte do estacionamento pago do Lake Louise Lakeshore.
Os bilhetes são individuais e devem ser reservados online. 40% são disponibilizados na primavera, e os restantes 60% são libertados 48 horas antes da data da visita. Conseguir um dos 40% iniciais é difícil e obriga a datas fixas. Como estávamos numa road trip sem calendário rígido, optámos pelo sistema das 48 horas.
Estávamos online pouco antes das 8h (Mountain Time), dois dias antes da visita. Os bilhetes esgotam quase de imediato, mas não desistas: os carrinhos de compra expiraram ao fim de 20 minutos por compras não concluídas. Com persistência (e algum nervosismo), conseguimos bilhetes para três dias distintos. Os bilhetes de adulto custam $8, mais $3.50 de taxa de reserva (independente do número de bilhetes).
Rotas disponíveis:
- Lake Louise Lakeshore: Liga o Park & Ride ao Lake Louise. Partidas a cada meia hora entre 6:30 e as 18, e o último regresso é às 19:30h;
- Moraine Lake: Liga o Park & Ride ao Moraine Lake. Partidas a cada meia hora entre 6:30 e as 18, e o último regresso é às 19:30h;
- Lake Connector: Liga ambos os lagos, e está incluído nos bilhetes anteriores. Partidas a cada meia hora entre as 7 e as 19 horas;
- Alpine Start: Este é mais concorrido porque permite estar no Moraine Lake antes do nascer do sol. Duas partidas diárias, às 4 e 5 da manhã. O ponto de partida é o Lake Louise Lakeshore, por isso tens obrigatoriamente de pagar para estacionar.
Ao adquirires o bilhete do shuttle da Parks Canada, tens de selecionar a rota inicial, Lake Louise Lakeshore, Moraine Lake ou Alpine Start, assim como um horário específico para essa primeira partida. Só podes embarcar no autocarro correspondente à hora reservada, por isso é importante cumprir o horário escolhido.
Depois da viagem inicial, podes utilizar o Lake Connector livremente ao longo do dia para circular entre o Lake Louise e o Moraine Lake, sem necessidade de marcação adicional. O regresso ao Park & Ride está limitado a uma única utilização. No caso do Alpine Start, o regresso é sempre feito através do Lake Connector, já que a partida ocorre a partir do estacionamento do Lake Louise Lakeshore.
Roam Super Pass
O Roam Super Pass, operado pela Roam Transit, custa $30 por dia e permite circular entre as vilas de Banff, Canmore, Lake Louise, o Park & Ride e outros pontos relevantes da região. O passe inclui ainda acesso ao Moraine Lake através da ligação com o Lake Connector da Parks Canada. Trata-se de um serviço público municipal e é uma solução bastante prática para quem não tem carro ou prefere evitar o processo competitivo de reservas do shuttle oficial. A principal desvantagem é o custo, especialmente para quem viaja vários dias consecutivos.
Outra opções
Existem também operadores turísticos privados autorizados que oferecem transporte para o Lake Louise, Moraine Lake e outros pontos do Banff National Park, com vários horários disponíveis, incluindo partidas antes do nascer do sol. A principal vantagem é evitar o sistema competitivo de reservas do shuttle oficial da Parks Canada, garantindo maior previsibilidade e menos stress logístico. Alguns operadores trabalham com grupos pequenos e oferecem um serviço mais personalizado, funcionando quase como guia de apoio.
Em contrapartida, os preços são significativamente superiores. Ainda assim, pode fazer sentido se tiveres pouco tempo na região, se quiseres garantir um horário específico (como o nascer do sol no Moraine Lake) ou se viajares em grupo, onde a diferença de custo pode diluir-se. Confirma sempre que o operador é oficialmente licenciado para operar dentro do parque, uma vez que o acesso é fortemente regulado.
A vila de Banff é o hub do parque e vale a pena explorar a pé. É uma vila turística, mas genuinamente bonita com as montanhas em redor sempre presentes. É aqui que encontras supermercados, restaurantes, alojamento e todos os serviços necessários para a tua estadia no parque.
Tens estacionamento gratuito junto à estação de comboio, a poucos minutos a pé do centro. Em época alta enche cedo, de manhã é fácil encontrar lugar, mas durante o dia pode ser complicado.
O Banff Museum National Historic Site vale a pena uma visita rápida. É essencialmente um museu de taxidermia, que embora não seja extraordinário, é interessante e está incluído no passe do parque, por isso não tens desculpa para não entrar.
Recomendamos o Hankki para almoçar, as bowls são fantásticas!
Não visitados
Ficaram por visitar o Cave and Basin National Historic Site, o Sulphur Mountain Cosmic Ray Station National Historic Site e o Fairmont Banff Springs, que dizem ser impressionante. O Sky Bistro ficou também por visitar, mais pela vista sobre a vila e as montanhas.
Quanto às gôndolas, vários locais disseram-nos que não valiam a pena pelo custo elevado face ao que oferecem. Se fizeres caminhadas no parque, vais ter vistas igualmente fantásticas, ou melhores, sem pagar por isso.
Com quase 24 km de comprimento e 142 metros de profundidade, o Lake Minnewanka é o maior e mais profundo lago do Banff National Park. O que muita gente não sabe é que debaixo de água existe uma antiga vila, Minnewanka Landing, que foi submergida quando foram construídas barragens no século XX.
Fizemos a caminhada ao longo do lago até ao Stewart Canyon, um percurso fácil de cerca de 7,5 km de ida e volta com um ganho de altitude reduzido. O trilho começa na margem do lago e segue ao longo da costa antes de entrar numa floresta e chegar ao canyon, onde o rio Cascade corre entre paredes rochosas. É uma boa opção para quem quer uma caminhada acessível com paisagem variada. Atenção: entre meados de julho e meados de setembro existem restrições por atividade de ursos em certas zonas do trilho. Por isso, verifica sempre as condições na Parks Canada antes de partir.
O Two Jack Lake fica próximo e vale uma paragem. É mais pequeno e tranquilo que o Minnewanka, ideal para uma caminhada relaxada ao longo da margem.
O estacionamento em ambos é gratuito mas enche rápidamente nos dias de pico. De manhã cedo, é fácil encontrar lugar, mas ao longo do dia pode ser complicado. Também podes chegar de autocarro pela Roam Route 6, a partir da vila de Banff.
O Johnston Canyon é um dos trilhos mais populares do Banff National Park. O percurso segue ao longo de um desfiladeiro estreito por passadiços metálicos fixados na rocha, o que lhe dá um carácter diferente da maioria dos trilhos da região.
Fizemos cerca de 5,7 km em pouco menos de 3 horas, mas com várias paragens para fotografar, incluindo com tripé para longa exposição nas quedas de água. À chegada, as Lower Falls que são as mais impressionantes e ficam dentro de uma gruta molhada, tinham uma fila enorme, por isso seguimos diretamente para as Upper Falls. Estas valem igualmente a pena, mas ao longo do caminho, há outras cascatas menores que muita gente ignora, na pressa de chegar às Upper Falls. No regresso, já perto do pôr do sol, a fila para as Lower Falls tinha reduzido para cerca de 7 pessoas e valeu a pena esperar. De manhã ou durante o dia as filas são muito maiores.
As Lower Falls são fáceis e acessíveis a praticamente toda a gente. As Upper Falls já implicam uma boa caminhada, mas nada exigente. Podes continuar até aos Inkpots, um conjunto de nascentes coloridas no final do trilho, mas não fomos por não acharmos que justificava o esforço e tempo extra. Se tiveres tempo e disposição, acrescentam mais 10 km e 300 metros de altitude ao percurso.
A Castle Mountain não é um destino em si, mas uma paragem obrigatória para quem circula entre a vila de Banff e o Lake Louise. A forma da montanha, com as paredes rochosas em camadas sobrepostas que lembram as torres de um castelo medieval, é uma das mais reconhecíveis das Rockies e difícil de ignorar da estrada.
Parámos em dois pontos diferentes para fotografar. O viewpoint na Trans-Canada Highway (TCH) tem um pequeno parque de estacionamento com vistas desimpedidas sobre a montanha e o vale. É acessível, rápido e vale sempre a paragem. Podes também tentar parar (em segurança) ao longo da TCH.
Para fotografia, a luz da manhã ilumina a face frontal da montanha. O pôr do sol também pode ser interessante dependendo das condições. Podes fazer a Bow Valley Parkway em vez da Trans-Canada entre Banff e Lake Louise, já que é uma estrada mais tranquila e panorâmica.
No Vermilion Pass, na fronteira entre Alberta e British Columbia, há um marco que assinala o Continental Divide, a linha que separa as águas que fluem para o Pacífico das que fluem para o Atlântico. É uma paragem rápida, mas que achámos muito interessante. Há um sinal e um pequeno miradouro, e é uma daquelas curiosidades geográficas que vale a pena assinalar na viagem.
O Moraine Lake é um dos lagos mais bonitos do Canadá e, possivelmente, um dos mais famosos do mundo. O nascer do sol é um dos postais mais icónicos das Rocky Mountains e extremamente procurado por visitantes e fotógrafos. Devido à popularidade do local e ao excesso de turismo, o acesso por transporte privado foi encerrado em 2023. Como já referimos anteriormente, a melhor forma de chegar é através dos shuttles ou de tours privadas, mas se estiveres confiante também podes ir de bicicleta ou até a pé, são “apenas” 14 km para cada lado…
Na nossa opinião, vale muito a pena assistir ao nascer do sol, por isso reservámos o shuttle Alpine Start das 4h da manhã. Acordámos cedo e estacionámos no Lake Louise Lakeshore, de onde o autocarro partiu pouco depois das 4h. A viagem demora cerca de 25 minutos. Existem vários pontos onde podes ver o nascer do sol, mas recomendamos que subas até ao Rockpile viewpoint (uma caminhada muito curta), de onde tens uma vista completamente desimpedida sobre o lago e as montanhas. Também existe a opção de apanhar o shuttle das 5h da manhã, mas pode ser apertado entre maio e julho, quando o sol nasce mais cedo. Mesmo em agosto não arriscaríamos, nem que fosse porque já haverá muitas pessoas que chegaram no autocarro das 4h e tours, e nós queriamos garantir o spot para o nosso tripé!
Ficámos na Rockpile durante algumas horas. Fotografámos todas as fases do nascer do sol (que no nosso caso foi por volta das 7h) e fizemos um timelapse. Depois podes regressar ao Lake Louise, mas recomendamos que aproveites para explorar melhor a zona. Podes alugar uma canoa, caminhar ao longo do lago ou fazer um dos várias trilhos disponíveis.
Trilho: Sentinel Pass
Nós optámos pela Sentinel Pass, que nos foi recomendada por um local, e que adorámos. O percurso começa no extremo norte do lago e sobe gradualmente pelo Larch Valley até chegar ao Sentinel Pass. É uma caminhada de dificuldade moderada, com vistas deslumbrantes sobre montanhas e lagos ao longo do caminho. Vê o percurso que fizemos, quanto tempo demorámos, fotos e outras informações na nossa página dedicada ao trail.
O Lake Louise consegue ser tão bonito como o Moraine Lake. A água tem um tom turquesa ainda mais intenso, mas a paisagem envolvente, apesar de incrível, não impressiona tanto como a vista do Moraine. Como ainda é possível estacionar relativamente perto do lago, e o acesso por autocarro também é fácil, esta zona costuma ter muita gente ao longo do dia.
Visitámos o lago três vezes: uma ao final do dia, depois de termos estado no Moraine Lake; outra para ver o nascer do sol e fazer um trilho; e uma terceira vez para explorar um trilho diferente. Um dos melhores pontos para fotografar fica junto ao lago, perto do estacionamento e do hotel, mas conta sempre com bastante gente, especialmente nas horas mais populares. Mesmo com tripé e na beira da água, tivemos pessoas que se meteram à nossa frente sem pedir desculpa ou pedir por favor…
Aqui também podes alugar uma canoa, caminhar ao longo da margem do lago, fazer um dos vários trilhos da zona ou até visitar o histórico hotel. Nós optámos por fazer dois trilhos, ambos recomendados por um local.
Trilho: Plain of Six Glaciers
O percurso começa junto ao lago e hotel, perto do estacionamento, e segue sempre ao longo da margem norte do lago (Lakeshore trail). No fim do lago, o percurso começa depois a subir com vistas sobre o lago e as montanhas. No final tens vista sobre o lago, Mount Victoria, Victoria Glacier, e Mount Lefroy. Vê o percurso que fizemos, quanto tempo demorámos, fotos e outras informações na nossa página dedicada ao trail.
Trilho: Devil’s Thumb
Outro trilho que é recomendado fazer é o Big Behive, que te dá uma vista alta sobre o Lake louise. Começa também junto ao lago, mas rapidamente começas a subir em direção ao Lake Agnes, onde tens uma pequena casa de chá. Fizemos uma pequena pausa, e depois seguimos ao longo da margem do lago. Mais à frente começámos a subir com mais inclinação ao longo de vários ziguezagues. No topo é preciso virar à esquerda para seguir para o Big Behive, mas nos fomos para a direita, pois o nosso objectivo era o Devil’s Thumb. A partir daqui não há um trilho marcado, por isso uma app de trilhos é uma grande ajuda. Tivemos que escalar rochas e paredes, e agarrar-nos a raizes e ramos para conseguir subir.
Demorámos 3 horas (com paragens) para fazer os 5.5 km até à bifurcação (média de 1.83 km/h), no entanto o percurso até ao Devil’s Thumb é de apenas 1 km, mas era tão difícil que nos demorou 1.5 horas (0.67 km/h), e practicamente não fizemos paragens. O percurso até ao Big Behive é moderado e o que aconselhamos para a maior parte das pessoas. O Devil’s Thumb é muito difícil e não é recomendado para a maioria, mas a vista no final é qualquer coisa!
Se há uma imagem que é muitas vezes associada a Alberta e ao Canadá, é a Morant’s Curve. Esta curva da linha ferroviária da Canadian Pacific acompanha o rio Bow com várias montanhas no fundo, e deve o seu nome ao fotógrafo da companhia Nicholas Morant, que tornou a localização famosa com as suas fotos. As imagens são tão icónicas que já estiveram representadas nas notas de $10, $50 e $100, assim como em selos postais.
Fica na Bow Valley Parkway, a estrada panorâmica alternativa à TCH entre Banff e Lake Louise, a cerca de 5 km do lado de Lake Louise.
Podes fotografar a qualquer hora do dia, mas o nascer e o pôr do sol são sempre a melhor altura. Como são comboios de carga, não existe horário público, mas como são frequentes não deverás ter que esperar muito tempo. Os comboios tendem a circular mais durante os dias úteis em horário laboral. Os comboios podem vir de qualquer um dos lados, mas consegues ouvi-los facilmente antes de aparecerem.
O parque de estacionamento é muito pequeno, o que pode ser problemático durante o dia. Nós fomos duas vezes, ambas ao nascer do sol, o que nos garantiu lugar para estacionar e espaço para o tripé.
A Icefields Parkway é uma das estradas mais bonitas do mundo. São 230 km entre o Lake Louise e Jasper, atravessando glaciares, lagos turquesa, desfiladeiros e montanhas acima dos 3000 metros. Não é uma estrada para fazer à pressa, cada curva é um cenário diferente e há paragens a cada poucos quilómetros.
Fizemos a estrada de sul para norte num dia, mas voltámos ao final do dia para repetir algumas paragens com melhor luz, e na manhã seguinte para apanhar água espelho no Bow Lake. Como Jasper estava encerrado devido aos incêndios de 2024, regressámos para sul para continuar a explorar o Banff e seguir depois para Yoho e British Columbia, mas se não fosse o caso, teríamos ficado para explorar o Jasper National Park.
Herbert Lake
O primeiro lago após a saída de Lake Louise. Pequeno e tranquilo, com reflexo das montanhas quando a água está calma. Fizemos astrofotografia na mesma noite. É uma paragem fácil e muitas vezes ignorada por estar logo no início da parkway.
Hector Lake Viewpoint
Um viewpoint da estrada com vistas sobre o Hector Lake e as montanhas envolventes. É uma paragem rápida mas vale a pena.
Crowfoot Glacier Viewpoint
Um dos primeiros glaciares visíveis da estrada. O Crowfoot perdeu uma das suas “garras” nas últimas décadas devido ao degelo, mas a vista sobre o glaciar e o vale continua impressionante. É uma paragem rápida com estacionamento dedicado.
Bow Lake
Este é um dos lagos mais bonitos da parkway. Voltámos na manhã seguinte antes do nascer do sol para apanhar o reflexo na água. Com vento a superfície perde o reflexo, por isso chega cedo antes de o sol aquecer e o vento ganhar força.
Peyto Lake
Provavelmente o lago mais fotografado da Icefields Parkway. O miradouro fica no topo de uma subida curta a partir do estacionamento, e a vista sobre o lago turquesa em forma de lobo é icónica. O reflexo do lago é melhor antes das 10h, quando o sol ainda não cria sombras fortes.
Saskatchewan River Crossing
O único posto de combustível entre Lake Louise e Jasper, aproximadamente a meio da Icefields Parkway. Se não precisares de abastecer, não precisas de parar, mas é bom saber onde fica. Atenção que no inverno fecha mais cedo.
Weeping Wall
Uma cascata que escorre diretamente pela parede rochosa junto à estrada, devido à água de degelo que se infiltra nas fendas. No inverno congela e torna-se num dos destinos de escalada em gelo mais populares do Canadá. No verão é uma paragem rápida mas fotogénica.
Mistaya Canyon
Um dos pontos altos da parkway. O desfiladeiro é surpreendentemente profundo e estreito, com a água a esculpir formas na rocha calcária. Fomos durante o dia com uma luz péssima, por isso aproveitámos o regresso ao Banff ao final do dia com muito melhor resultado. A caminhada até ao desfiladeiro é curta e fácil, apenas 0.8 km, mas com algumas descidas íngremes.
Parker Ridge
Parámos no estacionamento mas não fizemos a caminhada por falta de tempo. O trilho tem cerca de 5 km e sobe até uma crista com vistas sobre o Saskatchewan Glacier. É uma das caminhadas mais recomendadas da parkway.
Toe of the Athabasca Glacier
O Columbia Icefield é um dos maiores campos de gelo das Rockies, e o Athabasca Glacier é o mais acessível. O glaciar está cada vez mais recuado, e os marcos ao longo do percurso mostram onde chegava o gelo em décadas anteriores, o que é simultaneamente fascinante e perturbador. Não fizemos a tour de autocarro até ao gelo, mas o trilho permite chegar perto o suficiente para perceber a escala do que estás a ver.
Recomendações não visitadas
O Parker Ridge Trail ficou por fazer e é uma das caminhadas mais recomendadas da parkway. O Icefields Centre tem exposições sobre o Columbia Icefield e vale uma visita. Quem tiver mais tempo pode continuar até Jasper, mas em 2024 o parque estava encerrado devido aos incêndios, por isso não o fizemos.
Mapa Banff National Park
