Se quiseres ter a experiência de viver e trabalhar no Canadá, o IEC (International Experience Canada) disponibiliza três modalidades de vistos: Young Professionals e International Co-op (que não abordamos neste guia) e o Working Holiday (WHV). Este visto é ligeiramente diferente da versão australiana, mais longo e burocrático, mas tem uma validade de dois anos para cidadãos portugueses e menos restrições ao nível do tipo de trabalho permitido. Com este visto, és considerado um residente temporário no Canadá.
Os salários no Canadá são bastante mais atrativos do que em Portugal e, com alguma organização, consegues poupar e explorar o país.
Outras opções de visto
Quando o teu visto Work and Holiday terminar, existem algumas formas de prolongar a tua estadia no Canadá.
- Extensão do WHV – Este visto não pode ser renovado diretamente, mas é possível obter um novo através do programa IEC, caso sejas selecionado. Este processo é mais burocrático e requer apoio legal. Temos amigos que o fizeram e de futuro vamos partilhar a experiência deles neste guia.
- Permanent Residency (PR) – A opção mais estável e desejada por muitos. Programas como o Express Entry e os Provincial Nominee Programs (PNP) permitem candidatar-te à residência permanente, especialmente se trabalhaste em profissões qualificadas durante o WHV.
- Work Permit (Closed ou Employer-Sponsored) – Se o teu empregador quiser manter-te, pode patrocinar-te um visto de trabalho fechado. O processo é mais complexo e requer, na maioria dos casos, uma LMIA (Labour Market Impact Assessment) que prove a falta de candidatos canadianos.
- Study Permit – Permite estudar e trabalhar a tempo parcial. É caro, mas pode ser um bom passo para quem quer ficar no país, já que o PGWP (Post-Graduation Work Permit) permite continuar a trabalhar após o curso.
- Open Work Permit for Spouses – Se o teu parceiro(a) tiver um visto válido de estudo ou trabalho, podes obter um visto aberto e continuar no Canadá juntos.
Visto de Férias e Trabalho no Canadá – IEC
A candidatura é relativamente simples, e podes encontrar toda a informação necessária na página oficial do governo canadiano. Existem empresas que tratam de todo o processo por ti, mas achamos não vale a pena gastar dinheiro nisso porque o processo é fácil, e tens tudo explicado no nosso guia. Guarda o dinheiro para aproveitares quando já estiveres no Canadá!
O guia que disponibilizamos abaixo descreve todo o processo em detalhe, mas se tiveres alguma dúvida, podes entrar em contacto connosco.
Working Holiday – Requisitos para a candidatura
- Residir em Portugal
- Ser cidadão português
- Ter entre 18 e 35 anos (inclusive)
- Ter seguro de saúde válido para a duração do visto
- Ter passaporte português com validade que cubra todo o período de permanência no Canadá
- Ter pelo menos 2500$ para fazer face às despesas iniciais, além do valor de um voo de regresso (ou provar que tens meios financeiros para o comprar)
Muita atenção ao primeiro ponto! Ao contrário do WHV da Austrália, onde o país de residência não é um requisito, no caso do Canadá é obrigatório residir em Portugal no momento da candidatura. Quando nos candidatámos ao visto australiano, estávamos a viver no Reino Unido, mas para o canadiano tivemos obrigatoriamente de estar a residir em Portugal. Se já tiveres feito 35 anos, não te preocupes. O limite de idade são os 35 anos inclusive, e o que conta é a data em que submetes a candidatura, não a data de aprovação.
Candidatura ao visto passo a passo
- Antes de te candidatares
- Documentação
- Candidatura ao visto
- Seguro de Viagem e Saúde
- Extensão do visto
- Custos
1. Antes de te candidatares
Certifica-te de que cumpres os requisitos de elegibilidade e começa a preparar tudo com antecedência! Nós tratámos dos documentos necessários alguns meses antes da candidatura. Existe um limite de candidaturas por época, que era de 1750 para portugueses quando nos candidatámos, mas até há pouco tempo esse limite raramente era atingido. Em 2024, as vagas foram reduzidas para 750, mas não desanimes e candidata-te na mesma, porque muitos candidatos acabam por não prosseguir com o processo. Em 2025, por exemplo, foram emitidos 942 convites, o que significa que cerca de 192 candidatos não chegaram a concluir o processo.
Ao contrário dos vistos para a Austrália, não precisas de exame de inglês nem de frequência no ensino superior.
2. Documentação
Todos os documentos necessários à tua candidatura têm de estar em inglês ou francês (ou incluir uma destas línguas). Caso estejam em português, tens de recorrer a uma tradução certificada antes de os submeteres. Seja qual for o documento pedido, o IRCC (Immigration, Refugees and Citizenship Canada) envia sempre um e-mail a avisar, e o pedido aparece também no teu perfil no site da candidatura.
Se te pedirem um Identity Card, ignora, porque este documento só se aplica a países que não emitem passaporte.
Há formulários que vais ter de preencher, mas não precisas de fazer o download antecipado. Quando for altura de os preencheres, o IRCC envia um e-mail com as instruções e o link para fazeres o download. Estes formulários são ficheiros PDF que devem ser abertos num computador com o Adobe Reader, porque se tentares abrir no browser ou no telemóvel, não vão abrir.
- Passaporte – Se ainda não tiveres, faz o pedido na Loja do Cidadão. Certifica-te de que a validade cobre os 2 anos do visto e todo o período que pretendes permanecer no Canadá. Uma dica, instala a aplicação SIGA e se tiveres muita gente à frente, podes tirar senha no telemóvel uns minutos (ou horas) antes.
- Certidão de nascimento ou Cartão de Cidadão – Ambos funcionam, mas o Cartão de Cidadão é preferível porque já o tens e inclui toda a informação em inglês.
- Extrato bancário – Deves comprovar que tens pelo menos 2500$ (cerca de 1700€) mais dinheiro suficiente para um voo de saída. Isto serve para garantir que consegues sustentar-te nos primeiros tempos. Só precisas de apresentar esta prova à chegada e não durante o processo de candidatura.
- Registo criminal – Tens de apresentar um por cada país onde tenhas vivido 6 meses ou mais, e desde os 18 anos. No nosso caso pediram para o Reino Unido e Austrália, mas não para Portugal.
- CV – Tens de submeter uma cópia do teu currículo. Podes usar o Europass para a candidatura ao visto, mas não o recomendamos para a procura de emprego.
- Foto tipo passaporte – Podes tirá-la em casa, mas deve respeitar as dimensões e requisitos oficiais.
- Family Information Form – Vais recebê-lo durante a candidatura. Tens de preencher com a informação pessoal dos teus pais e irmãos.
- Previous Travel Form – Também é fornecido durante a candidatura. Pede detalhes sobre os países onde estiveste desde os 18 anos (sim, eles querem mesmo essa informação).
- Seguro de viagem – Tem de cobrir toda a duração do visto, incluindo emergências médicas e repatriamento.
- Exames médicos – Só são exigidos se tiveres vivido durante seis meses ou mais em países considerados de risco pelo Canadá ou se fores cidadão de um desses países. À data da nossa candidatura, só havia um médico autorizado em Portugal continental, localizado em Lisboa, e o custo rondava os 230€.
3. Candidatura ao visto
O primeiro passo é demonstrares o teu interesse como candidato, inscrevendo-te no site e criando um perfil. Vais preencher um questionário para confirmar a tua elegibilidade e saber para qual dos três vistos te podes candidatar (Working Holiday, Young Professionals ou International Co-op). Isto não te garante um lugar ou um visto, apenas te coloca na lista de potenciais candidatos. Faz este passo o quanto antes, pois não sabes quanto tempo pode demorar até receberes um convite.
Depois de te inscreveres, vais entrar numa pool de candidatos. Existe uma por tipo de visto e país, mas aqui focamo-nos na dos vistos Working Holiday para portugueses.
A título de exemplo, à data de escrita deste guia (julho de 2023):
- A season começou a 9 de janeiro de 2023
- A quota era de 1750 candidatos
- Foram convidadas cerca de 1000 pessoas
- Havia cerca de 20 pessoas à espera de convite
- Existiam aproximadamente 1100 lugares disponíveis
- Estimámos que fechasse em outubro/novembro
À primeira vista, as contas acima não batem certo, mas presumimos que é porque, dos 1000 que receberam convite, muitos ainda não se candidataram. Podes consultar as vagas disponíveis no site oficial do IRCC, bem como as probabilidades de receberes um convite. Se o site indicar que as hipóteses são baixas, não desanimes, quer apenas dizer que a season está quase a fechar. Foi o que nos aconteceu: registamo-nos à mesma, e o nosso perfil foi automaticamente transferido para a temporada seguinte. No entanto, desde 2024, o IRCC deixou de transferir automaticamente os perfis. Se não fores convidado até ao fecho da temporada, o teu perfil será removido, mas podes criar um novo assim que as candidaturas reabrirem (normalmente em janeiro). O teu login e conta (GCKey) mantêm-se, só tens mesmo de criar um novo perfil de candidato.
As pools abrem durante um período específico todos os anos. Em 2022, por exemplo, estiveram abertas de janeiro a outubro, mas pode variar de ano para ano.
Depois de receberes o convite, tens 10 dias para o aceitar e 20 dias para te candidatares. O primeiro passo é pagar 250$ (190€), mas conta com mais uma pequena percentagem em taxas de cartão de crédito. Se ainda não tens, recomendamos usar um cartão que não cobre taxas de conversão, como o Revolut ou o Wise. Depois do pagamento, começam a ser-te pedidos documentos, que variam de pessoa para pessoa, mas são normalmente os que referimos na secção anterior.
Abaixo está a cronologia do nosso processo, com os passos e prazos entre cada um (nota que cada caso é diferente e é o IRCC que define os prazos):
- Criação do perfil
O primeiro passo é inscreveres-te no site do IRCC e criares o teu perfil. Como já explicámos, isto não é uma candidatura, mas apenas para entrares na pool. Nós fizemo-lo no final de uma temporada e recebemos o convite no início da seguinte (já não é aplicável).
2. Dia 0 – Receber um convite
Se fores elegível, vais receber um convite para te candidatares ao visto. Tens 10 dias para aceitar e 20 para submeter a candidatura. O tempo de espera é imprevisível: a Bárbara, por exemplo, recebeu o convite uma semana depois do João.
3. Dia 7 – Candidatura
Depois de aceitares o convite, vais ter acesso ao eService, um painel online onde completas a candidatura e encontras uma lista de documentos. Cada passo novo é acompanhado por um email de aviso e uma carta (em PDF) no site com as instruções. Vais precisar de uma morada portuguesa, e o primeiro formulário é normalmente o IMM 5645E (Family Information), onde indicas os dados pessoais da tua família mais próxima (pais e irmãos). Se não conseguires abrir o PDF, usa o Adobe Reader num computador, já que este não abre num browser ou telemóvel. Tens 20 dias para preencher tudo e pagar o visto.
4. Dia 8 – Carta para recolha dos biométricos
Nós submetemos e pagámos o visto ao sétimo dia (porque a Bárbara só recebeu o convite 7 dias depois do João), e no dia seguinte recebemos o pedido para recolher os biométricos (foto e impressões digitais). Na altura, só era possível fazê-lo em Madrid, mas hoje já o podes fazer em Portugal. Tens 30 dias desde o pedido para fazer a marcação online. O custo é de 85$ (60€), pago no momento da marcação (imprime e leva o comprovativo contigo). Se fores em casal ou com amigos, cada um precisa da sua marcação individual, mas podem fazê-lo em horários seguidos se disponível. Quando fomos não havia mais ninguém, por isso fomos ao mesmo tempo.
5. Dia 23 – Formulário IMM5257B (Previous Travel)
Dois dias depois de fazermos os biométricos, recebemos o pedido para preencher este formulário. Tens de indicar todos os países onde já viveste desde os 18 anos. Nós incluímos Portugal, Reino Unido e Austrália, porque foi onde já moramos e existe um registo de entradas e saídas, mas não incluímos os países para onde já tínhamos viajado. São todos no espaço Schengen, e por isso sem registo. Mesmo que o formulário refira apenas uma data limite, tens de incluir tudo desde os teus 18 anos. Tal como os anteriores, abre apenas no Adobe Reader. Tens 20 dias para o submeter.
6. Dia 24 – Registo criminal
No nosso caso, não pediram o registo português, mas sim os da Austrália e Reino Unido. Tens 30 dias para os apresentar, e se o prazo estiver a acabar, basta apresentares prova de pedido (ex: recibo de pagamento).
Se, como nós, viveste na Austrália, também te podem pedir o Complete Driver History Report. Se nunca tiveste carta de condução na Austrália, tens de fazer o pedido à entidade responsável no estado onde viveste. No nosso caso, que vivemos em Victoria, enviámos um e-mail para demerits@roads.vic.gov.au, com o assunto “Driver History Report – No VIC licence”, e anexámos uma foto do passaporte com os seguintes dados:
- Nome completo
- Data de nascimento
- Morada em Victoria
Responderam-nos em apenas um dia útil com o documento.
7. Dia 44 – Port of Entry Letter (PoE)
Ao fim de 44 dias recebemos a Port of Entry Letter (PoE). Esta carta não é o visto, mas sim o documento que deves apresentar no aeroporto canadiano, onde te será emitido o Work Permit (WP).
Agora sim, podes começar a procurar voos e tratar do seguro. Tens 1 ano a partir da data da PoE para entrar no Canadá. Se o teu voo tiver escala no Canadá, é nessa escala que apresentas a carta para receberes o WP, por isso certifica-te de que tens tempo suficiente entre ligações. O visto só inicia na data em que te emitem o WP.
A PoE vem com um eTA associado, o que te permite entrar no país. Se precisares de renovar o passaporte antes de voares, só tens de pedir um novo eTA, que fica associado ao novo passaporte. Leva também uma fotocópia do passaporte antigo.
4. Seguro de Viagem e Saúde
Dentro da União Europeia nunca sentimos grande necessidade de um seguro, uma vez que as leis de proteção ao consumidor e o Cartão Europeu de Saúde oferecem alguma segurança. No entanto, a situação muda completamente quando viajamos para fora da UE. No caso do Canadá, o seguro de viagem é obrigatório para todo o período do visto, e podes ter de comprovar que tens cobertura válida à chegada. Mesmo que não fosse exigido, é altamente recomendável, já que o sistema de saúde canadiano não cobre visitantes e qualquer emergência médica é extremamente cara.
A nossa recomendação é a True Traveller. Queremos ser totalmente transparentes e afirmar que não a recomendamos apenas por ganharmos uma comissão. Sugerimos sempre que faças a tua própria pesquisa e comparação para encontrares o seguro que melhor se adapta às tuas necessidades. Dito isto, há várias razões pelas quais acreditamos que, na maioria das vezes, a True Traveller é uma excelente opção, especialmente para viagens longas ou com o visto Work and Holiday:
- Feedback muito positivo – lemos inúmeros comentários favoráveis, incluindo no maior grupo de Facebook sobre o visto Working Holiday no Canadá;
- Criada por viajantes, para viajantes – melhor do que ninguém, eles entendem o que procuramos;
- Seguro específico para o WHV Canadá – A True Traveller tem uma apólice própria para o visto IEC (Working Holiday Visa), válida até dois anos completos, sem necessidade de renovar. A maioria das outras seguradoras só oferece seguros de um ano, o que obriga a comprar dois separados e que acaba por sair mais caro;
- Bom serviço ao cliente – entrámos em contacto com eles com algumas dúvidas e responderam rapidamente. Um casal amigo que viajou para o Canadá também teve uma boa experiência com o serviço e assistência;
- Várias opções de cobertura – oferecem três níveis de proteção e extras opcionais. No nosso caso, optámos por não incluir o seguro de bagagem para poupar algum dinheiro;
- Excelente relação qualidade/preço – o preço é competitivo e as coberturas são muito boas. Nós escolhemos a opção intermédia, mas há alternativas mais básicas e mais completas.
Além de tudo isto, uma das nossas maiores preocupações ao viajar fora da UE era o custo elevado dos cuidados de saúde, especialmente na América do Norte e na Austrália. O nosso seguro com a True Traveller incluía até 10.000.000€ de cobertura médica, enquanto muitas outras seguradoras oferecem valores bem inferiores. Algumas, bastante conhecidas por serem frequentemente partilhadas no Instagram, ficam-se pelos 300.000€, o que pode parecer muito até precisares realmente de usar o seguro numa situação grave. A maioria das outras coberturas também é superior.
A True Traveller é uma excelente escolha para viajantes de longa duração e para quem vai com o visto Work and Holiday, mas, como em qualquer seguro, é fundamental ler as condições e exclusões com atenção e comparar com outras opções antes de decidir. A única restrição da True Traveller é que não oferece cobertura a maiores de 65 anos.
Como já referimos, se usares o nosso link, nós ganhamos uma pequena comissão, mas tu não pagas mais por isso.
5. Extensão do visto
É possível prolongar a tua estadia no Canadá de várias formas, mas as mais comuns são através da Residência Permanente (PR – Permanent Residency) ou de um segundo visto Working Holiday. Nós optámos por não ficar no Canadá, por isso não passámos por esse processo, mas pesquisámos sobre o tema e temos amigos que o fizeram e partilharam connosco a sua experiência.
Permanent Residency (PR)
Candidatar-te à residência permanente dá-te praticamente os mesmos direitos que um cidadão canadiano: podes viver e trabalhar no país, ter acesso ao sistema de saúde e a outros benefícios sociais. A principal condição é que precisas de passar pelo menos 2 anos (730 dias) em cada 5 a viver no Canadá para manter o estatuto.
O sistema mais comum é o Express Entry, que funciona com base num sistema de pontos que avalia fatores como idade, educação, experiência profissional, proficiência em inglês ou francês e adaptabilidade. Também existem outras vias: o Provincial Nominee Program (PNP), destinado a províncias com menor densidade populacional; o Family Sponsorship, caso tenhas familiares canadianos; e o Quebec Immigration Program, específico dessa província.
Segundo WHV
O segundo visto é semelhante ao primeiro: permite-te viver, viajar e trabalhar no Canadá por mais dois anos, praticamente sem restrições. No entanto, o processo de candidatura é mais caro e um pouco mais burocrático, sendo normalmente necessário recorrer a um advogado ou consultor de imigração autorizado. Um casal amigo nosso, a Marta e o Ricardo (@sepudessetambemia no Instagram), e o nosso amigo Tiago vieram para o Canadá com um WHV e, mais tarde, candidataram-se a um segundo visto. O guia que vamos disponibilizar em breve foi escrito por eles.
6. Custos
Visto
O visto custa $250 (aproximadamente 150€) e convém usares um cartão sem taxas de conversão, como o Revolut ou o Wise.
Biométricos
Os biométricos custam $85 (cerca de 52€). No nosso caso, tivemos de nos deslocar a Madrid para os fazer. Por ser próximo, fomos de carro e aproveitámos para passear, mas como agora já é possível fazê-los em Lisboa, não faz sentido incluir esses custos adicionais.
Voos
Existem voos diretos para o Canadá, sendo Toronto e Montreal os destinos mais comuns e geralmente mais baratos. Se quiseres voar para o centro ou oeste do país, ou para as províncias atlânticas, o mais provável é teres de fazer uma escala. Também há voos para Toronto com escala em Montreal ou nos Açores.
Nós partimos do Porto em outubro de 2022 pela Air Transat, com uma mala de porão cada, e pagámos 378 € por pessoa. Este valor inclui o extra Option Plus (94 € por pessoa), que nos permitia levar a mala de porão e escolher o lugar.
Viemos a casa para o Natal e Ano Novo em dezembro de 2023 e regressámos a Toronto em janeiro de 2024. Nessa altura, viajámos pela SATA, com escala nos Açores (a opção mais económica), por 414 por pessoa mais 80€ por uma mala de porão, e regressámos pela TAP por 515€ por pessoa. Foi caro, mas definitivamente devido à altura em que foi.
O regresso definitivo a Portugal (Janeiro de 2025) foi também pela TAP e custou 380€ por pessoa com bagagem de porão. O preço acabou por subir ligeiramente (cerca de 2,50€) devido a duas alterações de voo, e tivemos depois de acrescentar mais uma mala de porão, o que nos custou mais 120€.
Outros Custos
Seguro – Gastámos cerca de 1800€ por 2 anos de seguro para os dois. Isto dá cerca de 37€ por mês por pessoa. Considerando que é um seguro de viagem e de saúde, com um limite de 10 milhões de euros, parece-nos um valor aceitável. independentemente disso, é obrigatório para o visto!
Police Check – Gastámos certa de 93€ por pessoas nos registos criminais do Reino Unido e Austrália. Estes valores incluem os custos de envio para Portugal, mas os registo Britânico foi bem mais caro (o dobro) do Australiano. Se nunca viveste fora de Portugal, não tens de te preocupar com isto.

